sábado, 13 de dezembro de 2014

66- CONVERSA- La conspiration de Chalais A Conspiração de Chalais. Parte VI - Instrução e Julgamento.

                                                                              Nantes

Parte VI- Instrução e Julgamento.



Quer negociar uma delação premiada entregando Monsieur.


Couvent des Cordeliers de Nantes, local do julgamento 

Mais, o notório Gaston toma a frente e faz suas declarações de arrependimento.
Acusa Chalais de ser o grande conspirador.
De querer vender o seu cargo de de maître de la garde-robe du roi para estar mais próximo dele, Monsieur, numa insinuação torpe.
Que avisou ao Conde para não se aproximar da Corte...e por ai foi o famoso rebelde de uma causa só, depor seu irmão, o Rei e se adonar do Trono de França.
Chalais, durante o processo, chora e se diz, "a mais inocente das criaturas do Rei."
Acusa os Grandes, os irmãos do Rei, se defende dizendo que até impediu a fuga deles da França.
Richelieu em pessoa o interroga.
O Conde de Chalais se desespera, mas depois se acalma conforme declarações de seu carcereiro, sieur de Lamont.
Chalais, cansado, envolve a Duquesa de Chevreuse e a Rainha Ana d’Áustria na conspiração, falando até de magia negra e dizendo que ela concordava em casar com Gastón d’Orleans assim que os conspiradores se desvencilhasse do Rei.
A Rainha já estava numa posição terrível desde o caso de Buckingham, agora mais essa, e segundo consta morria de medo de ser lavada a julgamento diante do Parlamento de Paris, condenada, seu casamento declarado nulo, além do que sua nacionalidade espanhola, sua condição de irmã do Rei de Espanha, não ajudavam em nada, só pioravam sua situação.
 A França e a Espanha eram cão e gato, viviam às turras.
No Conselho do Rei, Ana d’ Áustria se eximiu de culpa dizendo que tal troca era de pouca monta, que ela tinha pouco a ganhar, para ela se meter numa empreitada dessa, o que deixou o Rei e Richelieu furiosos.
Se vendo perdido, o Conde de Chalais entregou os outros conspiradores.
Richelieu exultou.
Condenado por crime de lesa-majestade a morte, morte por decapitação, a seguir ser esquartejado, sendo que as partes de seu corpo seriam distribuídas para demonstração pública as portas das principais cidades do reino, o confisco de sua nobreza e de seus descendentes, sendo ele e os seu declarados “Vis e Plebeus”, bem como de todos os seus bens, suas propriedades. Incluso o castelo da família, destruídos a partir do nível do solo, salgados, e sobre eles constar o “selo da infâmia”.
A mãe de Chalais apele para o Rei e esse por sua "graça especial, plenos poderes e autoridade real" abranda a sentença, limitando-a a decapitação.
Em 19 de agosto de 1626, a Place du Bouffay, em Nantes, Henri de Talleyrand-Périgord, Conde de Chalais, sobe ao cadafalso, debruça para receber um golpe mortal, mas ele não veem porque não havia um carrasco profissional, e um sapateiro remendão foi encarregado de executa-lo, e que só conseguiu dar-lhe depois de 29 golpes de machado curto.

Richelieu venceu, o Rei ficou feliz, a Gastón d’Orléans correu para casar com a escolhida por eles, ou seja, tanta confusão por nada.
Mariage de Marie de Bourbon et Gaston de France en 1626,

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