quinta-feira, 27 de julho de 2017

Gabriele d'Annunzio al Vittoriale degli Italiani - Nem na Itália, nem no Brasil, ninguém ama a Pátria.



Nem na Itália, nem no Brasil, ninguém ama a Pátria.

Memento audere semper (Lembre-se de ousar sempre) - Gabriele D'Annunzio, Príncipe de Montenevoso.
Audentes fortuna iuvat (o destino favorece aqueles que ousam) –Ditado italiano.

Philippe Daverio, crítico de arte, professor, escritor, autor, personalidade da televisão e da política italiana, proprietário da “Galleria Philippe Daverio", Via Monte Napoleone 6, em Milão, é por si só uma figura notável.
Cultíssimo resolveu criar para a RAI – Rádio e TV Italiana, um programa cultural que eu considerava o melhor do Mundo, e que foi substituído por outro, agora focada nas cidades italianas ( L'analisi dell'arte, dell'architettura, della gastronomia, della cultura viventa chiave di riflessione sul passão e sul presente della chita – T.L.: A análise da arte, arquitetura, gastronomia, cultura torna-se uma reflexão fundamental sobre o passado e o presente da cidade), denominado Emporio Daverio, ambos de grande sucesso não só na Itália, como, também, nos países que a RAI-Internacional alcança.
Em um deles intitulado “ Gabriele d'Annunzio al Vittoriale degli Italiani”, Philippe Daverio mostra a casa do celebre poeta Gabriele d’Annunzio e fala da vida, da obra, das ideias, do legado, desse italiano com I maiúsculo, que amou sua pátria com grande fervor.

Gabriele d'Annunzio, nasceu em Pescara, a cidade mais populosa do ' Abruzzo, em 12 de março de 1863 e faleceu em Gardone Riviera, as margens do Lago Garda, na província de Brescia, Lombardia, 1 de março de 1938.
D’Annunzio, apesar de ser o símbolo italiano do Decadentismo, “uma corrente artística, filosófica e, principalmente, literária que teve sua origem na França nas duas últimas décadas do século XIX e se desenvolveu por quase toda Europa (No Reino Unido seu expoente máximo foi Oscar Wilde) ”, era um patriota exaltado.
Devemos notar que d’Annunzio ficou mundialmente celebre como o líder nacionalista da L'Impresa di Fiume, uma ação militar que invadiu cidade adriática de Rijeka, recém-formado Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (que, em 1929, mudaria de nome para o Reino da Iugoslávia), com cerca de 2.600 homens do Exército do Reino de Itália denominados agora de ”legionários”, que era disputada entre as duas Nações a beira do Mar Adriático.
Em 12 de setembro de 1919 a cidade de Rijeka foi declarada anexada por d’Annunzio ao Reino de Itália.
Em 12 de agosto de 1920, d’Annunzio proclama La Reggenza italiana del Carnaro, ou seja, um governo em nome do Rei d’Itália.
Em 30 de dezembro de 1920, os “legionários” de d’Annunzio foram removidos pela força dos exércitos italianos, pois, no Natal de 1920 essas tropas haviam invadido a região causando cinquenta vítimas.
Foi uma indignação na Itália, mas a ação tinha respaldo na assinatura do Tratado de Rapallo, de 12 de novembro 1920, assinado pelo Governo de Giovanni Giolitti, sendo chanceler italiano, Carlo Sforza, governo esse que durou de 15 de junho de 1920 até 4 de julho de 1921, em nome do Rei Vittorio Emanuelle III, pela Iugoslávia assinaram Milenko Radonja Vesnić e Ante Trumbić, em nome de Петар Карађорђевић, Pedro I, Rei da Sérvia e Reis dos Sérvios, Croatas e Eslovenos.
Foi um alvoroço internacional, mas um grande feito patriótico na Itália.
Mais, foi a consagração do escritor, do poeta, do dramaturgo, do soldado , do político , do jornalista, que se tornaria uma figura célebre da Primeira Guerra Mundial, tenente-coronel da Força Aérea, Brigadeiro-general honorário,  Gabriele D'Annunzio, Príncipe de Montenevoso, que de sua monumental  e opulenta residência “Il Vittoriale degli italiani” - um complexo de edifícios, ruas, praças, um teatro ao ar livre, jardins e canais construídos entre 1921 e 1938-  em Gardone Riviera, agitava a política italiana, a literatura, as artes, italiana.
Gabriele D'Annunzio “ foi descrito como "intérprete excepcional e último da tradição poética italiana mais duradouro [...] e um político deixou uma marca em seu tempo e influência sobre os eventos que o sucederia”.
Está sepultado no complexo de sua residência no Mausoléu do Vittoriale (La tomba nel parco del Vittoriale).

Nesse vídeo Philippe Daverio fala sobre o patriotismo de D’Annunzio, pelo amor à Pátria que D’Annunzio tinha e proclamava, e eu cheguei a duas conclusões:  

1-      D'Annunzio fala de Patriotismo, de amor a Itália, o que hoje não vemos, não vemos mesmo, nem nos políticos, nem na juventude italiana...D'Annunzio parla di patriottismo, amore per l'Italia, che oggi non vediamo, noi non lo vediamo, né in politica né in gioventù italiana;
2-       No Brasil é igual, não vemos, não vemos mesmo, nem nos políticos, nem na juventude brasileira.

É triste, mas é verdade.

Essa é minha opinião, e ponto final...

Jorge Eduardo Garcia

27/07/2017





sexta-feira, 28 de abril de 2017

José Bonaparte, o irmão mais velho de Napoleão I.

Monograma do Rei José

Inicialmente destinado a uma carreira eclesiástica.
Estudou Leis na Universidade de Pisa - Laurea in Giurisprudenza, Università di Pisa.
Advogado do Conselho Superior de Córsega em Bastia, hoje departamento de Haute-Corse, Córsega.
Em Ajaccio, tornou-se secretário-geral do Presidente da Comissão Geral das Três Ordens que tinham a tarefa de manter a ordem na ilha.
Nomeado Juiz graças à amizade com Clemente Paoli, irmão mais velho Pasquale Paoli seu colega na Universidade de Pisa.
Deputado pela Córsega no o Conselho dos Quinhentos
Comissário para o exército da Itália em 1796.
Em 1797 iniciou uma carreira diplomática, pela primeira vez em Parma, a seguir Roma junto ao Papa Pio VI, conseguindo assinar o Tratado de Mortefontaine (1800) com os Estados Unidos, Paz de Luneville (1801) com a Áustria, e Paz de Amiens (1802), com o Reino Unido.
“ Tentou reconciliar seu irmão Napoleão com general Bernadotte, futuro, maréchal d’Empire et Prince de l’Empire, e Rei da Suécia e Noruega como Karl XIV Johan av Sverige och Norge, durante os preparativos do golpe de 18 Brumário (9 de novembro de 1799 pelo calendário gregoriano), já que este havia se tornado seu cunhado pelo casamento com Désirée Clary, irmã de Julie Clary, esposa de Joseph. ”
Membro do Corpo Legislativo e do Conselho de Estado.
Com o estabelecimento do regime Imperial pelo sénatus-consulte, ou senatus consultum, ou seja, que depois de 18 de maio de 1804 a França era um Império, o Império Frances, chamado de posterior Primeiro Império, e de seu irmão Napoleão ter sido proclamado Empereur des Français, par la grâce de Dieu et les constitutions de la République, passou Giuseppe, agora já Joseph, a ser
Sa Altesse Impériale Joseph Napoléon Bonaparte, Príncipe Frances.
Joseph, nascido Giuseppe Buonaparte, também, foi:
I-  Sua Maestà per la grazia di Dio e la Costituzione dello Stato, il Re di Napoli de 30 de março de 1806 até 5 de julho de 1808;
II- Su Majestad por la Gracia de Dios Rey de España y de las Indias de 6 de junho de 1808 até 11 de dezembro de 1813;
III- Como Altesse Impériale era o Pretendente ao Trono Imperial Francês de 22 de junho de 1815 até 7 de julho de 1815;
IV- Para muitos o pretendente era Sa Majesté Impériale et Royale L'Empereur des Français, Roi d'Italie (Imperador Titular);
V-   Grão-Mestre do Grande Oriente da França e Grão-Mestre em Nápoles Grande Oriente Itália;
VI- Général de Division;
VII - Grand aigle de la Légion d'honneur le 13 pluviôse an XIII9 - 2 de fevereiro de 1805-  Primeira cerimônia de condecoração dos Grandes Águias da Legião de Honra;
VII- Grand électeur de l’Empire;
VIII – Gran Maestro e Cavaliere di Gran Croce del Reale Ordine delle Due Sicilie (Quando era Rei de Nápoles), em 24 de fevereiro de 1808;
IX- Cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro-Espanha -       Gran maestro e Cavaliere dell'Ordine del Toson d'oro (ramo spagnolo), em 6 de junho de 1808;
X- Grande Dignitário da ordem (Odre) dell'Ordine della Corona Ferrea, uma Ordem italiana criada por Napoleão, como Rei da Itália, em 5 de junho, 1805 (ele foi coroado o anterior 26 de maio de 1805);
XI- Cavaleiro Kungliga Serafimerorden, Cavaliere da Ordem de Serafim, em 4 de novembro de 1810 (Ordem do Serafim (em sueco, Serafimerorden) ou Ordem de Sua Majestade o Rei, e é uma ordem de cavalaria da Suécia);
IX- Lieutenant-général de l’Empire en 1814;
X- Usou a partir de 1815 o título de Conde de Survilliers, até 28/07/1844 dia de sua morte.

O primeiro filho de Carlo Maria e de Donna Letízia foi Napoleone Bonaparte, nascido e falecido em Corte (em corso, Corti) - pronuncia-se Corté, situada a 70 quilômetros de Bastia, um porto exportador fundado pela Repubblica de Genova no século XIV, e a 85 quilômetros de Ajaccio, no ano de 1765.
A seguir tiveram uma filha, Maria Ana di Buonaparte, nascida em Corte no dia 03/01/1767, e falecida no dia 01/01/ 1768.
Para depois terem o primeiro filho que chegou a idade adulta Giuseppe di Buonaparte depois Joseph Napoléon Bonaparte.
Giuseppe nasceu em Corte no dia 07/01/1768 e veio a falecer em Toscana, Florença, no dia 28/07/1844, aos 76 anos depois de viver uma vida atribulada, uma vida de grandes aventuras, uma vida de altos e baixos.
Segundo seu irmão napoleão, que fez dele um homem rico e elevou a um grau de nobreza jamais imaginado pelos Buonaparte da Córsega, era um homem fraco, sem iniciativa, tanto que ao morrer o pai, Carlo Maria, o futuro Imperador dos Franceses se mostrou deveras preocupado por ele ter se tornado o chefe da família.
Enfim, Giuseppe deu um “golpe do baú” casando com a filha de François Clary, um armador, que era um dos maiores comerciantes da Cidade de Marselha no final do século XVIII, enriquecido no comércio marítimo. Casou com Françoise Rose Somis, Madame Clary, e tiveram duas filhas, Marie Julie, dita Julie Clary, e Bernardine Eugénie Désirée Clary, mas conhecida como Désirée, o amor de Napoleão.
A noiva era Julie Clary, nascida em 26 de dezembro de 1771, Marseille, Bouches-du-Rhône, Provence-Alpes-Côte d'Azur, França, e falecida em 07 de abril de 1845, Firenze (Florença), Toscana, Itália.
Em 1 de agosto de 1794, na Ville de Cuges-les-Pins, Bouches-du-Rhône, hoje na região Provence-Alpes-Côte d'Azur, Giuseppe Bonaparte se casa com Julie Clary, e tiveram três filhas:

1-      Julie Joséphine Zenaide Bonaparte - * Genova, 29.02.1796 - † Génova, 06.08.1796;
2-      Zénaïde Laetitia Julie Bonaparte, Princesse française et Altesse Impériale, Infanta d'Espanha , por casamento Principessa di Canino e Musignano - * Ile de France, Paris, 08.07.1801 - † Napoli, 08.08.1854 -  casou, com pouca pompa, em Bruxelas, hoje a capital da Bélgica, Flandres e da Comunidade francesa da Bélgica, no dia 29.06.1822, com seu primo Charles Lucien Laurent Jules Bonaparte , em italiano Carlo Luciano Giulio Lorenzo Bonaparte - * Ile de France, Paris, 24.05.1803 - † Ile de France, Paris, 29.07.1857 - Prince français et Altesse Impériale, segundo Príncipe de Canino e Musignano , pois era filho de Luciano Bonaparte, irmão de Napoleão, Príncipe Bonaparte,  primeiro Príncipe de Canino e Musignano,  e de Marie Laurence Charlotte Louise Alexandrine de Bleschamp. Ver na página de Luciano Bonaparte a seguir.
3-       Charlotte Bonaparte, Reine d' Hollande * 31.10.1802 que casou com seu primo Lodewijk II Napoleon, koning van Holland - * Ile de France, Paris, 18.12.1804 -† Emilia-Romagna, Forlì-Cesena, Itália, 17.03.1831( 26 anos)- segundo filho do Rei da Holanda Louis Bonaparte ( Lodewijk Napoleon em holandês)  e de Hortense de Beauharnais , filha de Josefina de Beauharnais, Prince français et Altesse Impériale, Herdeiro do trono imperial francês de 5 de maio de 1807 - 20 de março de 1811, Príncipe Real da Holanda, Rei da Holanda de 1 a 13 de junho de 1810 ( 12 dias), Grão-duque de Berg e Cleves, depois incorporado ao Reino da Prússia,

A Rainha Consorte de dois reinos morreu com 73 anos em 7 de abril de 1845 exilada em Florença, mas antes “ Joseph se juntou a ela em Florença, e apesar dos adultérios, Julie se refere a ele como "seu amado marido." Joseph morreu em seus braços.
José Bonaparte, aportuguesando, era “ un homme donné aux femmes”, gostava muito delas, e por isso foi muitíssimo infiel a Julie Clary, a Rainha consorte de Nápoles e Sicília,” mas ela permaneceu por dois anos em Paris, na corte do imperador Napoleão I, sendo forçada a ir para Palermo afim de ajudar a conter as revolta dos napolitanos e assumir a Regência do Reino até a chegada de Joachim Murat e Carolina , nascida Bonaparte, portanto sua cunhada, os novos Soberanos de Nápoles, pois seu marido foi nomeado Rei da Espanha e das Índias.
Como Rainha consorte da Espanha e das Índias, “preferiu, no entanto, permanecer no domaine de Mortefontaine et Montmélian, comprado por José na época do golpe de 18 Brumário (9 de novembro de 1799 pelo calendário gregoriano), no hoje departamento de Oise, no distrito de Hauts-de-France”.

Quando o femeeiro José era Sua Maestà per la grazia di Dio e la Costituzione dello Stato, il Re di Napoli, teve como amante, a Nobildonna Giulia Colonna (* Nápoles, 29.10.1783 - † Nápoles, 24.12.1867), Condessa de Atri e Stigliano, filha de Andrea III Colonna, Principe di Stigliano e Cecilia Ruffo, essa filha de Carlo Ruffo, 5º Príncipe de Sant' Antimo, e de Anna Giuseppa Cavaniglia.
Nobildonna Giulia Colonna era casada com Don Giangirolamo V Acquaviva d' Aragona, 27º Conde Soberano de Conversano de 1801 até 1806, o ultimo nessa condição, 23º Duque (Duca) di Atri, 14º Duque (Duca) di Nardò, filho de Giulio AntonioXIII Acquaviva d'Aragona, e de Teresa Spinelli, essa filha de Antonio II Spinelli, VIII Principe di Scalea e Giovanna de Cárdenas.
Com José teve dois filhos ilegítimos:
1-      Giulo Antonio que recebeu o sobrenome de Acquaviva d' Aragona y Colonna (* Nápoles, 09.09.1807 - † Palermo, 1836, segundo outras fontes ele não chegou a idade adulta);
2-       María Teresa, que recebeu o sobrenome de Acquaviva d' Aragona y Colonna (* Nápoles, 30.09.1808 - † Napoli, 29.10.1808).
Rei de Espanha e das Índias:
Nomeado pelo irmão  Su Majestad por la Gracia de Dios Rey de España y de las Indias, José I não abandonou seus hábitos com as mulheres, enquanto a Rainha consorte Julie permanecia em Mortefontaine, onde recebe informações sobre as escapulidas do marido em Espanha, o nervoso soberano estabeleceu relações amorosas com Doña María del Pilar de Acedo y Sarri, Condessa de Vado  e de Echauz por Direito Próprio, Marquesa consorte de Montehermoso, filha de José María Manuel Acedo e Atodo, Conde II de Echauz e Luisa de Sarria y Villafañe.
O femeeiro José ainda foi amante de Donã Maria Teresa Josefa Rafaela Montalvo y O'Farrill, “ una hermosa habanera, en extremo voluptuosa, que vive entregada por completo a la pasión del amor”, portanto nascida em Havana, Cuba, em 22 de setembro de 1771, que faleceu em Madrid, Espanha, no dia 17de abril de 1812, com 41 anos incompletos, filha de Ignacio José María Montalvo y Ambulodi, I Conde de Casa Montalvo, e de María-Josefa Josefa de Jesús Josefa O'Farrill y Herrera, esposa de Joaquín Maria Beltrán de Santa Cruz y Cárdenas-Vélez, um homem que foi o mais rico de Cuba, mas acabou arruinado.
Donã Maria Teresa, la hermosa habanera, e Joaquín Maria Beltrán de Santa Cruz y Cárdenas-Vélez, tiveram cinco filhos, entre elas María Mercedes de Santa Cruz y Montalvo (* 1789 -
† 1852).
O tio da favorita de Jose I era Don Gonzalo O'Farrill y Herrera, Ministro da Guerra do Rei Bonaparte, como havia sido do Rei Borbón ( Carlos IV),  e ele poderoso ministro  arrumou o casamento da sobrinha neta Doña María Mercedes de Santa Cruz y Montalvo com o mais brilhante dos oficiais que vieram com o irmão de Napoleão, o comandante-em-chefe da guarda real de  Su Majestad por la Gracia de Dios Rey de España y de las Indias, Christophe Antoine Merlin, então Capitão-general em Espanha, membro do Légion d'Honneur, General de Divisão, “ seu sobrenome é um dos nomes inscritos sob o Arco do Triunfo , na coluna 30. Conde em Espanha – Conde de Merin – elevado por José I Bonaparte ”.
Uma anedota conta que: “ José I le preguntó a Merlin: “¿Qué harías si el Rey se hiciera amante de tu mujer? ”. Y el fi ero general respondió: “Lo mataría””, em uma tradução livre: “ José I perguntou a Merlin: “ O que você faria se o Rei se tornasse amante de sua mulher”. Ao que o fiel general respondeu: “ Eu o mataria”.
Contudo, José I flertava com a mocinha que ficou conhecida nas rodas de fofocas da Corte como “La condessa”.
Na Espanha, “José para alguns por causa de seu hábito de beber, para outros porque seus primeiros decretos foram para conter o consumo de bebidas alcoólicas e dos jogos de cartas, foi apelidado de « Pepe Botella », « Jojo la bouteille », Pepe Garrafa. ”
 O nosso « Jojo la bouteille », femeeiro consagrado, teve ainda outros filhos.
Com Emilie Hémart (* 29.04.1798 - † 1879) teve Félix-Joseph Lacoste (* Philadelphia, EUA, 22.03.1825 - † Ile de France, Paris, 15.02.1922).
Com Annette Savage,"Madame de la Folie”, (* Philadelphia, Pennsylvania, 24.09.1800 - † New York, New York City, 1865) teve:
1-      Pauline Josephine Anne Holton (* Philadelphia, 1821 - † Bordentown, 04.12.1825);
2-      Caroline Charlotte Delafolie (* Philadelphia, Pennsylvania, 1822- † Richfield Springs, New York, 25.12.1890), reconhecida pelo primeiro marido de sua mãe de nome Charles Joseph Gellhand Delafolie. Caroline Charlotte casou em Watertown, New York, 01.08.1839, com Zebulon Howell Benton.

Durante os 100 Dias - Cem Dias de Napoleão, que marcam o período do retorno do Imperador  Napoleão I ao poder na França, após sua fuga do exílio na ilha de Elba, que começou quando ele chegou a Paris, no dia 20 de março de 1815, e terminou  em 8 de julho de 1815, na Batalha de Waterloo, onde Bonaparte lutou contra as forças da Sétima Coligação, composta pela Inglaterra, Rússia, Prússia e Áustria, e foi derrotado -  José que havia sido nomeado Tenente-general do Império com a incumbência de defender a capital, Paris, não conseguiu manter sua posição, e dando ordens para que os  Marechais de França ( Auguste Frédéric Louis Viesse de Marmont, Duque de Ragusa e Par de França, e a Édouard Adolphe Casimir Joseph Mortier, Duque de Treviso) negociassem com os vitoriosos, se retirou para o Castelo de Blois onde estavam a Imperatriz Regente Maria Luísa, e o Rei de Roma,  Napoléon François Charles Joseph Bonaparte, filho de napoleão, um general derrotado nas mãos dos ingleses.
Se ter grandes êxitos com a cunhada, uma Habsburgo fraca da cabeça e altamente volúvel, fugiu para os Estados Unidos da America, levando consigo as fabulosas joias da Coroa espanhola, as quais vendeu, para melhor viver, e organizar a propriedade - la résidence de Point-Breeze, luxuosamente mobilada e com uma impressionante coleção de livros e obras de arte raras - em Bordentown, uma cidade de Burlington Country, em Nova Jersey. Sendo tratado oficialmente de Sa Majesté et Altesse Impériale le Comte de Survilliers (o Conde de Survilliers), nome de uma de propriedades atualmente localizadas a nordeste de Val d’Oise, em Mortefontaine.
“Os Aliados, os vencedores de Napoleão, decidiram que ele podia voltar para a Europa, onde ele viveu sucessivamente a Inglaterra e depois a Itália. ”
Em 1840, Joseph Bonaparte então se juntou a sua esposa, sempre fiel, Julie Clary, no Palazzo Serristori (grande palácio localizado no Oltrarno, área de Florença localizado na margem esquerda do rio Arno) e onde veio a falecer com a cabeça no colo da esposa em 28 de julho de 1844.
Em uma carta a irmã, a rainha Desiree, Julie escreve "meu querido marido morreu em meus braços no dia 28 de julho de 1844, aos setenta e seis anos de idade. ”
Seu corpo por ordem de seu sobrinho, o grande Imperador Napoleão III, foi trasladado da Basílica de Santa Croce de Florença, para o Hôtel des Invalides, sendo sua cripta ao lado da de seu irmão, Napoleão I, o filho dileto da Fortuna, Imperador dos franceses, e General Revolucionar.
A Rainha Julie morreu oito meses mais tarde, 07 de abril de 1845, com a idade de setenta e três, e foi sepultada na Basílica de Santa Croce, junto a sua filha, Charlotte, que tinha morrido em Sarzana, em 3 de março de 1839, com a idade de trinta e sete anos, ao dar à luz uma criança natimorta.
Os corpos ainda estão na Basílica de Santa Croce, mas não deveriam estar, deveriam estar na Capela-Cripta Imperial de Bonaparte, Rue Cardinal Fesch, Ajaccio, Córsega, alguns membros da Família Imperial Francesa.

Sobre José Bonaparte:
“ homem simples em seus costumes, cultura, consciente do bem público, Joseph foi, também, muito cônscio de sua dignidade Imperial e Real. ”
“Ele sofreu muito com a comparação que faziam dele com seu irmão, o Imperador dos Franceses. Joseph amava e cultivada as artes e as letras. ”
“No entanto, é errado que lhe concede a autoria de um poema em dez canções intituladas Napoleão, e dedicado aos heróis da sua família, pois, este poema é de Hubert Louis Lorquet, professor da Île-de-France, que usava o pseudônimo Mauritius, que o publicou em 1822. “
“ O Rei Joseph deixou memórias e correspondência, que foram publicados por Albert Cérebro 1852-1854 (Paris, 10 vols. 8vo), que fornecem informações abrangentes sobre a história do Primeiro Império Frances. ”


É isso aí... 

Genealogia dos Buonaparte mais detalhada

dos
Buonaparte

Os Cadolingi, era uma das famílias mais poderosas da Toscana, tanto que foram Condes de Pistoia e de Fucecchio, eram nobres de origem Longobarda, com feudos no Vale do Rio Pesa e nas Colinas Pisane (Colline Pisane).
O ultimo dos Cadolingi que se tem notícia foi o nobre Ugolino III morreu em 1113 e com ele a nobre dinastia.
Um documento falso do século XIX, que está nos Archivio di Stato di Firenze, faz do nobre Ugolino III um ancestral da Família Buonaparte, de La Maison Impériale de France, da Família Bonaparte.
O documento é “ uma falsificação moderna, áspera, sendo obra de um certo Passerini, que dirigia a Biblioteca Magliabechiana de Florença”, pois Napoleão III, em 1856, pediu a ele para traçar a árvore genealógica da família já que Napoleão I, seu tio, havia afirmado que ela, os Bonaparte, havia começado no 18 brumaire, que corresponde a 9 de novembro de 1799 pelo calendário gregoriano, data na qual se iniciou a Era Napoleônica na França.
Sabe-se que a Família Buonaparte era de Florença, onde eles tomaram o partido dos Gibelinos, o grupo que era pró Imperador do Sacro Império Romano Germânico, e com a vitória do Partido Guelfo, o grupo que era pró Papa de Roma, no século XIII, seus membros tiveram que se exilar, e assim se estabeleceram na Repubblica di Genova em duas localidades, a de San Miniato e a de Sarzana.
Contudo, existe três famílias de sobrenome Bonaparte, uma proveniente de Treviso, outra de San Miniato, e mais outra de Sarzana.
1- A Buonaparte de Treviso, localidade disputadíssima, mas que pertencia a Veneza:
Foram Podestà, Magistrado no norte da Itália medieval, em Verona e Pádua. Essa família se extinguiu com o Cavaleiro Servadius Buonaparte, prior da ordre des chevaliers Gaudens ou  l'ordre de la Vierge-Glorieuse, em 1397. O nome dos Buonaparte está escrito no Libro d'Oro (Livro de Ouro), Sala dello Scrigno (Sala do Relicário), no qual eram escritos todos os nomes dos Patrícios Venezianos.
2- O Ramo Buonaparte de San Miniato:
São Miniato: Não se sabe onde e quando nasceu, mas sua morte é dada de cerca de 250 d.C., ou e.c.. É reverenciado em todas as Igrejas que admitem o culto dos santos, e seu dia é 25 de outubro. ” Segundo a tradição ou era um soldado romano ou, de acordo com outras lendas, um rei de origem armênia , que passava por Florença durante a perseguição cristã de Décio - Caio Messius Quinto Traiano Decio- Imperador Romano de 249 até o dia de sua morte, 1 de julho de 251, e que tendo recusado a adorar os deuses pagãos foi condenado à tortura no ' anfiteatro da cidade, sendo decapitado na Porta  alla Croce, e ainda pela lenda se diz  que o santo depois de morto segurou sua cabeça com as próprias mãos (um dos poucos cefalofori *) e indo para o  Mons Florentinus onde hoje se ergue La basilica abbaziale di San Miniato al Monte, a Igreja Basílica perto de Florença.”
·         cefalofori -  o termo cephalophore (do grego kefalos , "cabeça", e foreo , "carry") refere-se ao fenômeno de que alguns santos mártires , após a decapitação , se reuniram com a cabeça decepada, segurando-a em suas mãos. Os santos mártires da qual se lembra este milagre são chamados cefalofori. Um dos mais famosos é Saint Denis, o primeiro bispo da cidade de Lutetia , hoje Paris , o então Gallia Romana).

San Miniato al Tedesco, hoje somente San Miniato, uma cidade da Província de Pisa, na Região da Toscana, Itália, na Idade Media ficava na rota da antiga Via Francigena, que como o nome diz era uma estrada que vinha da França para Roma e vice-versa, um caminho obrigatório para os peregrinos que iam visitar os Túmulos de São Pedro e São Paulo.
Era, também, o cruzamento das estradas que iam para Florença, Pisa, Lucca e Siena.
O núcleo central da cidade foi erguido por Longobardos no Século VIII, em 783, conforme documentos que estão nos arquivos da Arquidiocese de Lucca e nele erguida uma capela dedicada a São Miniato, primeiro mártir cristão na Cidade de Florença.
Sendo um cruzamento durante Séculos, prosperou por conta do comercio, dos serviços que prestava aos viajantes, e sofreu com a passagem de todo o tipo de Exércitos.
No Século X, Otto I, O Grande, construiu um castelo onde o Vigário Imperial, o Governador para a Toscana, se instalou.
Por ser em um ponto estratégico sobre o Vale do Rio Arno, o segundo maior rio da Itália, Frederico Barbarossa deu inicio a construção das muralhas e Frederico II aperfeiçoou as defesas e melhorou o castelo – forte (a Rocca e sua Torre).
No Século XVII, em 1622, torna-se Sede Episcopal e promovida de Vila a Cidade.
No final do Século XIII e todo o Século XIV a população de San Miniato al Tedesco se viu envolvida nos confrontos entre os Guelfos e Gibelinos.
San Miniato al Tedesco em 1291 como aliada de Florença foi guelfa, para em 1307 se aliar a Arezzo e se tornar gibelina.
San Miniato al Tedesco era controlada por Florença, mas se rebelando sempre instigada por Pisa.
San Miniato al Tedesco por ordem de Napoleão Bonaparte passou a fazer parte do Reino de Etrúria, isso é dos Domínios na Toscana que o Imperador dos Franceses deu a Casa de Bourbon- Parma, domínios esses que por sua vez foram anexados pelo Império Francês em 1807, tornando-se os departamentos de Arno, Mediterrâneo e Ombrone.
San Miniato al Tedesco depois de vencido Napoleão foi incorporada ao Grão-Ducado de Toscana por determinação do Congresso de Viena.
San Miniato al Tedesco pelo “ resultado do plebiscito de 1860 por inequívoca vontade de seus cidadãos (1.755 votos a favor, 566 para permanecer no Grão-Ducado da Toscana, e 54 votos em branco) foi anexada ao Reino da Sardenha”.
Finalmente San Miniato al Tedesco passou a ser território do Reino unificado da Itália em 1861.  
Em San Miniato al Tedesco se houve falar bem dos Buonapartes, pois Jacopo Buonaparte foi conselheiro do Papa Clemente VII, nascido Giulio di Giuliano de' Medici, tendo escrito sobre o Saque de Roma de 6 de maio de 1527 pelo Imperador Carlos V e suas tropas, que é considerado o mais importante documento descritivo desse fato histórico, no contexto da Guerra da Liga de Cognac.
Ainda nesse contexto como resultado da crise que estourou em Florença, que acabou depondo os Medici e proclamada a terceira Republica Florentina, os irmãos Pier Antonio Buonaparte e Giovanni Buonaparte, sobrinhos de Jacopo, foram banidos, contudo com a Restauração da Família Pontifícia a frente da Cidade eles foram anistiados e tiveram suas posições restauradas. Já Benedetto Buonaparte, irmão de Jacopo e pai dos moços, por ter se mantido neutro politicamente não recebeu nenhum tipo de punição.
No Século XVI Messer Vittorio di Battista e Buonaparte e sua esposa Antonia de Bindo Portigiani, encomendaram  a Giuliano di Baccio d'Agnolo a construção do hoje Palazzo Formichini, adquirido no Século XIX pela Família Formichini ( ou Formighini) , localizado na Via IV Novembre, onde está instalada sede da Cassa di Risparmio di San Miniato ( Banco de Poupança de San Miniato), com sua  valiosa coleção de obras de arte, incluso um quadro de autoria de Egisto Sarri  cujo o tema é a entrada de Napoleão na cidade.
Com o casamento de Jacopo Buonaparte com Lucrezia Franchini o Palácio passou a ser chamado de Palazzo Buonaparte-Franchini.
Em 1570 há registro de Giovani Buonaparte, um gentil-homem agregado a Família Orsini, que deu os Papas Nicolau III e Bento XII, Dinastia Orsini essa que teve trinta e quatro Cardeais, diversos Príncipes e Duques, bem como Cavaleiros das Ordens do Tosão de Ouro, Teutônica e do Espírito Santo. 
Seu ultimo representante desse Ramo dos Buonapartes, os Buonaparte di San Miniato, foi o Abade Gregório Buonaparte, aquém Napoleão conheceu em uma de suas vistas a Cidade, e que tentou convencer ao Imperador dos Franceses de providenciar a canonização de um de seus parentes o também Abade, Boaventura Buonaparte.
Ao morrer o Abade Gregório Buonaparte deixou todos os seus bens para Napoleão que os doou a Florença.  
Chamo atenção que segundo alguns historiadores Carlo Maria Buonaparte foi a San Miniato em busca de Certificados de Fidalguia, de Velha Nobreza, bem como Napoleão, ainda estudante foi com o mesmo intuito para poder ser admitido na Escola Militar de Paris, apesar de seu pai já ter feito prova de Nobreza para ele poder cursar a Escola Militar de Brienne (L'école militaire de Brienne-le-Château).
Em 2 de Julho de 1796, Napoleão, ocupado com a tomada de Livorno, voltou a San Miniato para visitar o idoso, Filippo Buonaparte.
3 – A Família Buonaparte de Sarzana do qual realmente o General Napoleão Bonaparte, Imperador dos Franceses & etc., e seus irmãos, descendem.
Genealogia dessa Família

 Gianfardo, ou Gianfaldo, nascido e criado em Sarzana. Final do Século XII e início do Século XIII, Patrício de Florença e de Sarzana, casou com Imelda de Nerli. Foram pais de;
1--à Guglielmo di Gianfaldo, detto Buonaparte, Notário, um membro da elite ou nobreza de Sarzana e chamado de o Velho de Sarzana (*- + segundo uns em 1313, segundo outros 1245), com uma mulher desconhecida foi pai de;
I ─ ─> Giacomino di Buonaparte;
II --à Giovanni di Buonaparte (*? - + 1312) casou com:
I-Vita, filha de Pasqualini di Sarzanello – ver abaixo;
II- Giovanna Sacchetti, filha de Filippino Sacchetti;
Nota: Giovanni di Buonaparte com Vita di Sarzanello:
                 A ─ ─> Iacopo, ou Jacopo, ou Giacopo, ou Giacopuccio, ou Giacometto, Notário Imperial, Juiz ou Prefeito em Sarzana (*? - + 1338) com uma mulher desconhecida foi pai de;
                 B ─ ─> Nicolosio di Buonaparte, ou Nicolao, ou Nicolo ou Nicoloxii, Notário Imperial (*?   - + 1397), com uma mulher desconhecida foi pai de;
1---- à Jacopo Buonaparte (*? - † c. 1405)
2----àGiovanni di Buonaparte, Notário, Prefeito de Sarzana, Comissário de Giovanni Maria Visconti, Duque de Milão, Signore di Bologna, no ano de 1408 para Lunigiana, um território histórico de Itália situado entre o norte da Toscana e Ligúria ao longo do rio Magra, nas atuais Províncias de La Spezia e Massa-Carrara.
Casou em 24 abril de 1397 com Isabella Calandrini, filha de Federico Calandrini, officiale della Porta San Donato, em Lucca, em 1340. Federico Calandrini era casado com Maddalena Griffi. Era primo do Cardeal Filippo Calandrini, meio-irmão do Papa Nicolau V (Tommaso Parentucelli , nascido em Sarzana a 1397).
Giovanni e Isabella foram pais de:                        
I ─ ─> Cesare, ou César, di Buonaparte, Notário, Membro Conselho de Anciãos de Sarzana (1464), casou com em 1440 com Appolonia Malaspina, filha ilegítima de Nicolò, Marques de Verrucola (Niccolò Malaspina, Marchese di Verrucola).
 Foram pais de:
1- --à Giovanni di Buonaparte, superintendente do palácio de St Martin de Fabrizio I , Príncipe de Colonna, Duque de Paliano, Marquês de Atessa e Carseldine, Marquês de Manoppello, Conde de Tagliacozzo, Condestável do Reino de Nápoles, Barão de Val Roveto e Corvaro, Senhor de Alba Fucens, Genazzano, Marino, Anticoli, Arnara, Castro, Collepardo, Falvaterra, Giuliano, Morolo, Paliano, Supino, Vico, Vallecorsa, Rocca di Cave, Rocca di Papa, Pofi, Piglio e outros feudos, considerado um dos líderes mais importantes da época, é o principal interlocutor da arte da guerra , de Niccolò Machiavelli.
Giovanni com mulher desconhecida foi pai de:
A- ─ ─> Cesare di Buonaparte;
B-- --> Francesco, dito Il Mauro, (* ???Liguria, Génova - + Ajaccio, Córsega, 17.09.1540), mercenário, arqueiro munido de uma besta a cavalo, casou com Caterina di Castelletto, filha de Guido di Castelleto, nascido em Pietrasanta, Lucca, Toscana, e funcionário na Córsega do Banchi di San Giorgio (em latim: Officium comperarum et bancorum Sancti Georgii), Banco de São Jorge, fundado em 1407 em Genova.
Il Mauro e Caterina foram pais de:
I----à Messer – Comandante - Gabrielle di Buonaparte dito « di Sarzana », (* Sarzana, c. 1500 - † Liguria, Génova, 1589) Soldado Mercenário da Repubblica di Genova em Ajaccio, casou com Montana di Francesco Montana, foram pais de:
1-      ──> Girolamo, ou Jeronimo, di Buonaparte, Notário, Procurador dos Nobres Anciãos (procuratore dei Nobili Anziani), Deputado d'Ajaccio, Membro de Ajaccio no Senado de Genova, casou com Pellegrina Calvari, filha do Messer Quilico Calvari e Rochetta Calvari- ver abaixo;
2-      --à Agostino di Buonaparte que de mulher desconhecida foi pai de Angela Maria di Buonaparte que casou com o genovês Michele Basso;
3-      -à Maria Battesina di Buonaparte que casou com o Alferes Porta Bandeira Giovanni Ambrosio Cavatorta, com descendência;
4-      Na di Buonaparte que casou com Messer Filippo Pietrasanta. Com descendência;
5-      Franceschetta di Buonaparte que casou com Pantaleo Mortara;
6-      Caterina di Buonaparte que casou com Nicola Baciocchi di Ajaccio.
a-       Messer Magnifico Francesco Buonaparte (* c. 1570 - † Ajaccio, 29.05.1633) , Capitão da Cidade (capitano della città), Membro do Conselho dos Anciãos de Ajaccio (membro del Consiglio degli anziani d’Ajaccio), que casou com Camilla Catacciolo (* Bonifacio (Bunifaziu em corso, cidade da região da Córsega do Sul) em data ignorada (?)- † Ajaccio, Corsega,13/03/ 1624). Camilla Catacciolo casou com Buonaparte em 1602, e era filha do Nobile Carlo Catacciolo, neta do Conde Fillipo Catacciolo. Ver abaixo;
b-      Laura Maria Buonaparte que casou com Giovan Maria Baiocchi em 1600i;
c-       Luciano Buonaparte.

Nota: Messer Magnifico Francesco di Buonaparte e Camilla Catacciolo foram pais de:
1-      Geronima di Buonaparte (* Ajaccio, 1602 - + Campo, Córsega do Sul.22/01/1642) que casou com Domenico di Bozzi
2-      Sebastiano di Buonaparte (* Ajaccio 1603 - + Ajaccio, 28/02/1642) - capitão e comerciante de grãos de vinho e - membro dos Conselhos de Anciãos em 1620 e 1622, Notário -  que casou duas vezes: A primeira com Ángela Félice Trolio-Lubera di Troilo Lubera, do Conselho dos Anciãos, e Capitão, a segunda com Marie Rastelli di Messer Domenico Rastelli, notário, do sindicato da Comunidade de Ajaccio e Comissário das Estradas. Ver abaixo;
3-      Marinetta di Buonaparte que casou com Ciuseppe Costa
4-      Maria Rocchetta di Buonaparte que casou com Messer Giacomo Antoni Legaluppi
5-      Giacomietta di Buonaparte que casou com Messer Grazioso Tavera
6-      Pellegrina di Buonaparte que casou com Giovanni Natale Martinenghi

Nota: Sebastiano di Buonaparte com sua segunda esposa, Marie Rastelli, foram pais de:
A-      Geronimo di Buonaparte (* Ajaccio, 15/05/1631 - + Ajaccio 28 de agosto de 1650), que casou com Isabella Costa ( + Ajaccio 1633 - + 14 de dezembro, de 1703);
B-      Camilla di Buonaparte (* Ajaccio 26/07/1632 - + Ajaccio, 24 de dezembro de 1705), que casou com Giovanni Valerio Costa;
C-      Alessandro di Buonaparte natimorto.;
D-      Maddalena Buonaparte *- + 1634/01/12;
E-      Nobile magnifico Carlo Maria di Buonaparte (*Ajaccio, em outubro de 1637 -  + Ajaccio, 26/08/ 1692), membro do Conselho de Anciãos de Ajaccio em 1666, 1670, 1681, 1685, 1687, 1688, 1690, 1691, que casou com Virginia Odone (* Ajaccio 27/02 / 1642 – Ajaccio +?), filha de Pietro Odone, negociante abastado genovês, e da Nobile Constanza Pozzo di Borgo, em Ajaccio no dia 10 de junho de 1657. Foram pais de:
1-      Fiordaliso di Buonaparte (*? - +?), que casou com Domenico Costa (* Ajaccio março de 1669- + Ajaccio 4/09/1702);
2-      Magnifico Giuseppe Maria di Buonaparte (* Ajaccio, 1663/02/24 - + Ajaccio 24 /10/ 1703), membro do Conselho dos Anciãos de Ajaccio, que casou com Maria Colonna di Bozzi di Antonio Bozzi dei Signori de Altu Taravu, e de Giustina Lomellini, em Ajaccio, 20/12 / 1682. Vide abaixo:
3-      Giovanni Battista di Buonaparte * 1669/05/04
4-      Francesco di Buonaparte * 20/12/1671

Nota: Magnifico Giuseppe Maria di Buonaparte com Maria Colonna di Bozzi foram pais de:
a-       Magnifico Sebastiano Nicola di Buonaparte (* Ajaccio 29/09/1683 - + Ajaccio, 24/11/.1769)
Nobiledonna Maria Anna Tusilo (* Bocognano (em corso Bucugnà ) em 1690 - + Ajaccio, 17/09 /1760)., filha de Messer Messer Carlo Tusilo e de    Madonna Isabella . Ver abaixo;
b-      Antonio di Buonaparte * 1684
c-       Francesca Maria di Buonaparte * 1685/12/07
d-      Carlo Maria di Buonaparte * 1687/06/08
e-      Francesco di Buonaparte * 18/04/1689
f-        Paolo Geronimo di Buonaparte * 1696/02/01

Nota: Magnifico Sebastiano Nicola di Buonaparte e a Nobiledonna Maria Anna Tusilo, foram pais de:
1-Paola Maria di buonaparte (* Ajaccio 25/08/1710 - + Ajaccio?). Casou três vezes:
a-       Com Pietro Ternano em 29 de junho de 1737;
b-      Com o nobre (il nobili) Michelangelo Durazzo di Fozzano ( *1698- + 1769), detto  Conte (Conde) della Rocca, Generale dell'Armata Indipendente di Corsica, em 1750. Michelangelo Durazzo di Fozzano é muitas vezes chamado de General Michel Durazzo, um dos maiores defensores do Rei efêmero da Córsega, Teodoro I di Corsica, nascido Barão Theodor Stephan von Neuhoff, de uma família nobre de Vestefália, reinou de 15 de abril de 1736 até 15 de setembro de 1738 (2 anos e 5 meses), fugiu duas vezes da Córsega e morreu falido em Londres no dia 11 dezembro de 1756, no Soho, na casa de um artesão judeu que lhe acolheu. Theodor Stephan von Neuhoff está sepultado no cemitério da Igreja de St. Anne em Westminster;
c-       Gaetano Alata em 14 de janeiro de 1756.

3-Maddalena di Buonaparte casou em 1736 com Federico von Drost, Baron von Moersbruck (Barão de Moersbruck), primo de Teodoro I, Re di Corsica;
3- Magnifico Giuseppe Maria di Buonaparte (* Ajaccio 31/05/1713 -  + Ajaccio 1763/12/13) que casou com Maria Saveria Paravicini (* Ajaccio, 1717/09/07 - † Córsega do Sul, Ajaccio, 19/01/1795), filha de Giuseppe Maria Paravicini e de Maria Angela Salineri. Vide abaixo:
4-Napoleone di Buonaparte (* Ajaccio, c. 1717 - † Corto, 17/08/1767), membro do Conselho dos Anciãos de Ajaccio. Morto durante as guerras com a França que tentaram tomar posse da Córsega pela força. Que casou com Marie Rosa Bozzi. Foram pais de Isabella Maria Buonaparte (* 1749 - † 1816), que casou com Ludovico Antonio Ornano (* 1744- † 1816), que foram pais de Philippe Antoine d'Ornano primo de Napoleão I, Imperador dos Franceses. Philippe Antoine d'Ornano foi Marechal de Franças, Conde do Império, Pair (Par) de France, Grã-  Cruz da Legião de Honra e Grão- Chanceler da Legião de Honra e, em seguida, governador do Invalides, Senador do Segundo Império (Napoleão III), possui outras condecorações. “ Seu nome aparece no arco do Triunfo, em Paris. Por decreto de 2 de março de 1867, um caminho recém-aberto de 18 ° arrondissement de Paris recebeu o nome Boulevard Ornano em sua honra”. “ Philippe Antoine d’Ornano, nascido17 de janeiro de 1784 em Ajaccio, morreu a 13 de outubro de 1863 em Paris, e está sepultado no Hôtel des Invalides. “ No dia 7 de setembro de 1816, cathédrale Saints-Michel-et-Gudule de Bruxelles, ele se casou com Marie Walewska (nascida Maria Łączyńska), antiga amante de Napoleão I”.
5-Luciano di Buonaparte - Monsenhor Don Luciano di Buonaparte (* Ajaccio 8 de janeiro, 1718 - + Ajaccio 15 outubro de 1791). Arcediago da Catedral da Diocese de Ajaccio em 177. Reconhecido Noble, com estofo de Nobreza provada para além de 200 anos, pelo o Conselho Supremo da Córsega;
6-Carlo Sebastiano di Buonaparte, filho póstuma nascido em 19 de outubro de 1720, e falecido em 20 de outubro de 1720 na cidade de Ajaccio.

Nota: Magnifico Giuseppe Maria di Buonaparte e Maria Saveria Paravicini fora, pais de:
1-Maria Getrude di Buonaparte (* Ajjacio 28/11/1741- † Ajaccio dezembro de 1793) que casou com seu primo                 Niccolò Luigi Paravicini, filho do irmão de sua mãe, portanto seu tio, Giovanni Battista Paravicini e de Maria Angela Salineri.
2- Sebastiano di Buonaparte (* Ajaccio 1743- Ajaccio † 24/01/1760) que morreu com 17 anos;
3- Carlo Maria di Buonaparte, também, Charles Marie de Buonaparte (* Ajaccio, 27.03.1746 - † Montpellier, 24.02.1785 que casou com Maria Laetitia Ramolino ( * Ajaccio, 24/08/1750 - † Roma, Estados Pontifícios,  02/02/1836), filha do Nobile Giovanni Geronimo Romalino, Capitão de infantaria e cavalaria , e da Nobilidonna Angela Maria Pietrasanta, uma filha do                Nobile Giuseppe Maria Pietrasanta e da Nobilidonna  Maria Giuseppa Malerba, essa depois de viúva casou com Franz Fesch, e são os pais do Cardeal Joseph Fesch, oncle Fesch, Arcipreste da Catedral de Ajaccio , Embaixador da França junto à Santa Sé , Grande Capelão do Imperador, Arcebispo de Lyon. Os pais de Napoleão I, Imperador dos Franceses.
4-Marianna di Buonaparte- sem informações.
Maria Saveria Paravicini di Buonaparte morreu antes de seu marido, que se casou uma segunda vez com Maria Virginia Alata (5 de fevereiro, 1725 -?), filha de Domenico Alata. Sem descendência. Giuseppe Maria Buonaparte e Maria Saveria Paravicini di Buonaparte estão sepultados na Capela Imperial de Ajaccio.

Nota: Carlo Maria Buonaparte, Reconhecido Noble, com estofo de Nobreza provada para além de 200 anos, pelo o Conselho Supremo da Córsega, Advogado ao Conselho Supremo da Córsega, Deputado pela Córsega, cortesão na Corte de Versalhes em tempos de Luis XVI,  e Donna Maria Letizia Ramolino, foram os pais de Joseph , Napoleão ( o Imperador) , Luciano , Elisa , Louis , Pauline , Carolina e Girolamo ( Jeronimo)

Para cada filho do Representante da Nobreza da Córsega, Nobile Carlo Maria Buonaparte, e de sua esposa, Sua Majestade Imperial Mãe de Imperador - Madame Mère de l'Empereur –  Maria Letizia Bonaparte, née Donna Maria-Letizia Ramolino, eu dedicarei uma página subsequente por ordem de nascimento.

continua...


sexta-feira, 7 de abril de 2017

A Família Borghese, uma família principesca italiana.

Borghese 

A Família Borghese, ou Borghesi, é uma família principesca italiana cujas origem remonta ao século XIII tendo como fundador Tiezzo de Monticiano, um comerciante de lã em Siena.
Em 1541 Marcantonio Borghese, um advogado consistorial, mudou-se para Roma. Vide abaixo.
A ascensão da família na sociedade romana foi rápida e em 16 de maio de 1605 seu filho Camillo Borghese foi eleito o 233º Papa da Igreja Católica, subindo ao Trono de São Pedro em 29 de maio 1605 com o nome de Paulo V.
O Papa Paulo V doou a sua família, além de propriedades- especialmente a compra de propriedades de famílias Savelli, Orsini, Colonna e sobrecarregados por dívidas- mais de 4 milhões de coroas, em uma longa linha de aquisições feudais e de ativos.
Em 1637 compraram o Ducado de Palombara, “ o que fez rapidamente dos Borghese uma das famílias mais ricas da nobreza romana e italiana”.


Marcantonio Borghese, * Toscana, Siena, 1504, † Roma, 1574, e de Flaminia Astalli, * Roma, Roma, 1530, † Roma, 14.12.1575, filha de Orazio degli Astalli e uma senhora romana.
De Marcantonio Borghese e de Flaminia Astalli descendem todos os Borghese de Roma.
Foram pais de:
1-      Camillo Borghese, foi eleito o 233º Papa da Igreja Católica, subindo ao Trono de São Pedro em 29 de maio 1605 com o nome de Paulo V.
Dados: Nome:   Camillo Borghese
Data de nascimento: Roma, 17 de setembro 1552
Ordenado sacerdote: Em 20 de outubro de 1577
Nomeado Bispo: Em 14 de abril de 1597 por Sua Santidade Clemente VIII, nascido Ippolito Aldobrandini, 231º Papa da Igreja Católica Apostólica Romana de 30 de janeiro de 1592 até a data de sua morte, ou seja, 3 de março de 1605, portanto13 anos;
Consagrado Bispo: Em 27 de maio de 1597 pelo Papa Clemente VIII;
Criado Cardeal: Em 5 de junho de 1596 pelo Papa Clemente VIII;
Morreu: Em Roma, 28 de janeiro 1621;
Sepultado: Na Basílica de Santa Maria Maggiore

2-      Orazio Borghese;
3-      Giovanni Battista Borghese- vide abaixo; 
4-      Ortensia Borghese casada com Francesco Caffarelli, pais do Cardeal  Scipione Caffarelli Borghese, criado Cardeal 18 de julho de 1605 por seu tio e Papa Paulo V com o Título de Cardeal Presbítero di San Crisogono, Abade da Abadia de São Pedro Olmo (Chiesa Abbaziale di San Pietro all'Olmo) na Província de Milão, região da Lombardia, Cardeal Superintendente do Estado Eclesiástico, Cardeal Secretário de Estado, Cardeal Camerlengo do Sagrado Colégio ( ou da Santa Igreja Romana) , Cardeal Bibliotecário da Biblioteca do Vaticano, Cardeal Arquivista do Secreto Vaticano, Arcipreste da Basílica de São João de Latrão, Arcipreste da Basílica de São Pedro no Vaticano, Arcebispo de Bolonha, Cardeal Bispo de Sabina. “ Um colecionador eclético em cuja Coleção estão obras de Federico Barocci , Cavalier d'Arpino , Cigoli , Giovanni Lanfranco , Caravaggio , Domenichino , Dosso Dossi , Passignano , Raphael , Titian , Paolo Veronese e Gian Lorenzo Bernini autor de um famoso busto do próprio Cardeal Scipione Borghese, hoje na Galeria Borghese”;
5-      Francesco Borghese, Duque de Rignano, General comandante do Exército Papal, nomeado por seu irmão o Papa Paulo V, casou com Ortensia Santacroce;
6-      Margherita Borghese casou com Orazio Vittori;
7-      Girolamo Borghese morto na infância.

Giovanni Battista Borghese, Governador da Vila e do castelo de Castel Sant'Angelo, * 1554, † 26.12.1609, casou com Virginia Lante, * c. 1565, filha de Ludovico Lante, Marchese di Massa, † Roma, 1602, e de Lavinia Maffei di Volterra. Foram pais de:

Marcantonio I Borghese, graças à influência de seu tio Paulo V em 1610 foi elevado por Filipe III, Rei de Espanha e das Índias, a Grande de Espanha e 1º principe di Sulmona, no Reino de Nápoles, um principado do tamanho da Espanha, Patrizio Veneto, Patrizio Genovese , 1° Marchese di Civitella Vicovaro, Signore di Monteporzio, Olevano, Attigliano, Morlupo, Montefortino, Montorio in Valle, Cretone, Poggio Moriano, Petescia, Pozzaglia, Stabia, Stazzano, Scarpa, Castelvecchio, Collepiccolo, Licenza e Percile dal 1608, 2° Principe di Vivaro, 1° Barone di Cropalati dal 21-11-1617, 1° Duca di Montecompatri, 1° Marchese di Moricone, Mentana, Percile e di Norma, 1° Duca di Poggio Nativo dal 1633, 1° Duca di Canemorto e Castelchiodato, 1° Conte di Chia, 1° Duca di Palombara, Conte di Vallinfreda, * 1598, † Roma, 01.1658, casou em Roma no dia 20-10-1619 com Donna Camilla Orsini, * Firenze, 29.07.1603, † Roma, 14.03.1685, filha de Virginio Orsini, 2° duque de Bracciano , e de Flavia Damasceni Peretti. Esse casamento de Marcantonio II com Camilla Orsini, fez dele  o único herdeiro da família Orsini, uma das mais importantes famílias nobres na Itália, que deram os Papas Celestino III (1191-1198), Nicolau III (1277-1280) e Bento XIII (1724-1730).Foram pais de:

Paolo, Principe Borghese, Signore di Cortesia; Patrizio Veneto, Patrizio Genovese, * 20.01.1624, † 24.06.1646, que casou com Donna Olimpia Aldobrandini, 3° Principessa di Meldola, 2° Principessa di Rossano, Signora di Maenza, Gavignano, Caminate, Campiana, Casalbuono, Petrella, Dugario, Monte Castello, Perticara, Polenta,  Manchio, Collinella, Sapigno e di Torrita, * Roma, 20.04.1623, † Roma, 18.12.1681, filha e única herdeira de Gian-Giorgio Aldobrandini, Príncipe de Rossano e di Sarsina, um domínio na Calábria, 2° Principe di Meldola, e de Ippolita Lodovisi, filha de Orazio Lodovisi, duque de Fiano e di Zagarolo e de Lavínia Albergati, e se tornou 2° Príncipe de Rossano. Foram pais de:

Giovanni Battista Borghese, 2° Principe di Sulmona, 3° Príncipe de Rossano, 3° Principe di   Vivaro, 2° Principe di Montecompatri, 2° Duca di Palombara, 2° Duca di Canemorto e Castelchiodato, 2° Marchese   di Moricone, Marchese di Mentana, Marchese di Civitella Vicovaro, Marchese di Percile e Marchese di Norma, 2° Conte di Vallinfreda e di Chia, 2° Barone di Cropalati, Signore di Monteporzio, Olevano, Attigliano, Morlupo, Montefortino, Montorio in Valle, Cretone, Poggio Moriano, Petescia, Pozzaglia, Stabia, Stazzano, Scarpa,  Castelvecchio, Collepiccolo e Licenza, Patrizio Veneto e Patrizio Genovese; 6° Principe di San Polo e  Sant’Angelo con Civitella Cesi, Marcellina e Poggio Cesio, Grande de Espanha, Embaixador do Rei Felipe V de Espanha junto a Sua santidade o Papa em Roma, Cavaleiro do Tosão de Ouro, * 14.10.1639, † 08.05.1717, que casou em Sora no dia 22-10-1658  com Donna Eleonora Boncompagni, * 07.07.1642, † 29.09.1695, filha de Ugo Boncompagni, 4° Duca di Sora e Arce e di Donna Maria Ruffo, filha de Francesco Ruffo, 2º duque de Bagnara  e de Guiomara Ruffo. Foram pais de:

Marcantonio II, 3° Principe di Sulmona, 4°  Príncipe de Rossano, 4° Principe di Vivaro, 7° Principe di Sant’Angelo, 2° Principe di San Polo, 3° Principe di Montecompatri, 3° Duca di Palombara, 3° Duca di Canemorto e Castelchiodato, 3° Marchese di Mentana, Marchese di Moricone, Marchese di Civitella, Marchese di Vicovaro, Marchese di Percile e Marchese di Norma, 3° Conte di Vallinfreda e di Chia, 3° Barone di Cropalati, Signore di Monteporzio, Olevano, Attigliano, Morlupo, Montefortino, Montorio in Valle, Cretone, Poggio Moriano, Petescia, Pozzaglia, Stabia, Stazzano, Scarpa, Castelvecchio, Collepiccolo e Licenza dal 1717, Patrizio Veneto e Patrizio Genovese; Vicerè del Regno di Napoli ( Vice Rei por nomeação Imperial, já que era m conselheiro próximo de Carlos VI, Imperador do Sacro Império Romano Germânico) de 1721 a 1722, Patrizio Napoletano aggregato al Seggio di Porto, * Roma, Roma, 20.05.1660, † Roma, Roma, 22.05.1729, que casou em Genova  no dia 24-1-1691 com Donna com Lívia Spinola, * Genova, Génova, 14.12.1669, † Roma, Roma, 27.08.1732, filha de Carlo Spinola, principe di Sant' Angelo, Patrizio Genovese, e de Violante Spinola, filha de Filippo Spinola, Conti di Tassarolo, e de Violante Centurione Oltramarin. Foram pais de:

Camillo Antonio Borghese, 4° Principe di Sulmona, 5° Príncipe de Rossano 5° Principe di Vivaro, 8° Principe di Sant’Angelo, 3° Principe di San Polo, 4° Principe di Montecompatri, 4° Duca di Palombara, 4° Duca di Canemorto e Castelchiodato, 4° Marchese di Mentana, Marchese di Moricone, Marchese di Civitella Vicovaro, Marchese di Percile e Marchese di Norma, 4° Conte di Vallinfreda, Conte di Chia, 4° Barone di Cropalati, Signore di Monteporzio, Olevano, Attigliano, Morlupo, Montefortino, Montorio in Valle, Cretone, Poggio Moriano, Petescia, Pozzaglia, Stabia, Stazzano, Scarpa, Castelvecchio, Collepiccolo e Licenza, Patrizio Napoletano, Patrizio Veneto e Patrizio Genovese, Grande di Spagna, que casou em Loreto 4-10-1723 com Donna Agnese Colonna, * Roma, Roma, 06.04.1702, † 17.05.1780, filha de Filippo II Colonna, 9°  Principe e Duca di Paliano, e de Donna Olimpia Pamphili, filha de Giovanni Battista Pamfili, Príncipe-Duque de Carpineto, e de Violanta Faschinetti, Marquesa de Vianino, “ herdeira de todos os Títulos e feudos da Família Aldobrandini por testamento materno em 1739 .”.Foram pais de:

Marcantonio III Borghese, 5° Principe di Sulmona, 6° Príncipe de Rossano, 6° Principe di Vivaro, 9° Principe di Sant’Angelo e di San Polo, 5° Principe di Montecompatri, Principe di Rossano, 5° Duca di Palombara, 5° Duca di Canemorto e Castelchiodato, 5° Marchese di Mentana, Marchese di Moricone, Marchese di Civitella Vicovaro, Marchese di Percile e Marchese di Norma, 5° Conte di Vallinfreda e Chia, 5° Barone di Cropalati, Signore di Monteporzio, Olevano, Attigliano, Morlupo, Montefortino, Montorio in Valle, Cretone, Poggio Moriano, Petescia, Pozzaglia, Stabia, Stazzano, Scarpa, Castelvecchio,  Collepiccolo e di Licenza e Grande di Spagna di prima classe 1763/1800, Patrizio Napoletano, Patrizio  Veneto, Patrizio Genovese, e Meldola, Duca di Carpineto, Duca di Sarsina, Signore di Maenza, Gavignano, Caminate, Campiana, Casalbuono, Petrella, Dungario, Monte Castello, Perticara, Polenta, Manchio, Collinella, Sapigno e di Torrita dal 1792, Senatore della Repubblica Romana em 1799, * Roma, Roma, 16.09.1730, † Roma, Roma, 26.03.1800, que casou em Roma 1-5-1768 com Donna Anna Maria Salviati, 8° Duchessa di Giuliano, Marchesa di Rocca  Massima, Colle di Ferro, Montieri e di Boccheggiano e Signora di Grotta Minarda, * Roma, Roma, 09.10.1752, † Roma, 29.06.1809,  filha de Don Averardo Salviati, 7° duque de Giuliano e de Donna Maria Cristina Lante Montefeltro della Rovere, filha do Principe  di Cantalupo. Foram pais de:                                                                                                                                                                 

Camillo Filippo Ludovico Borghese 6° Principe di Sulmona, 7° Príncipe de Rossano, 7° Principe  di Vivaro, 10° Principe di Sant’Angelo e di San Polo, 8° Principe di Meldola,  6° Principe di Montecompatri, 6° Duca di Palombara, 6° Duca di Canemorto e Castelchiodato, 6°  Marchese di Mentana, Marchese di Moricone, Marchese di Civitella Vicovaro, Marchese di Percile, Marchese di Norma, 6° Conte di Vallinfreda e di Chia, 6° Barone di Cropalati, Signore di Monteporzio Olevano, Attigliano, Morlupo, Montefortino, Montorio in Valle, Cretone, Poggio Moriano, Petescia, Pozzaglia, Stabia, Stazzano, Scarpa, Castelvecchio, Collepiccolo e di Licenza, Duca di Sarsina, Duca  di Carpineto, Signore di Maenza, Gavignano, Caminate, Campiana, Petrella, Dungario, Monte  Castello, Perticara, Polenta, Manchio, Collinella, Sapigno, Torrita , Grande di Spagna, Patrizio Napoletano, Patrizio Veneto, Patrizio Genovese (i titoli presenti sul territorio del Regno delle Due Sicilie - Rossano, Sulmona e Cropalati, il patriziato napoletano – foram reconhecidos, Príncipe do Império, Duque de Guastalla, Grand collier de la Légion d'honneur, Grand dignitaire de l'Empire exercendo a função de Gouverneur Général des départements au-delà des Alpes de 24 de fevereiro  der 1808 até 27 de abril del 1814, Général en chef de l'armée de réserve d'Italie de 13 de dezembro de 1813 até 27 de abril de 1814,  * Roma, 08.08.1775, † Firenze, 09.05.1832, que se casou em Mortefontaine, no dia 28.08.1803, com Sa Altesse Impériale Pauline Bonaparte, irmã do então todo poderoso Napoleão I Bonaparte, pela Graça de Deus e as Constituições do Império, Imperador dos Franceses, Rei da Itália, etc.. Por não terem filhos, quando de sua morte, suas propriedades e seus muitos títulos passaram para seu irmão Francesco Paolo Borghese, 7° principe di Sulmona, * Roma, Roma, 09.06.1776, † Roma, Roma, 29.05.1839, que casou na cidade de Paris, Ile de France, em 11.04.1809, com Adèle, Comtesse de La Rochefoucauld, * Ile de France, Paris, 15.09.1793, † Migliarino Pissano, 09.09.1877, e tiveram filhos.


Outros que se distinguiram foram:
a-       Pietro Maria Borghese (1599 - 1642), Cardeal desde 1624
b-      Francesco Maria Scipione Borghese (1697 - 1759), Cardeal desde 1729
c-       Scipione Borghese (1734 - 1782), Cardeal desde 1770
d-      Francesco Borghese - Aldobrandini (1776-1839), o General da Brigada da Grande Armée.
e-      Príncipe Giovanni Battista Borghese que morreu por volta de 1560, um famoso capitão aventureiro em se seu tempo;
f-        Príncipe Orazio Borghese (1736-1801) - General do Exército Espanhol Geral de Carlos III, embaixador espanhol em Berlim.
g-       Príncipe Giuseppe Borghese, filho dos Duques de Bomarzo, nascido em  13 de junho de 1906, Tenente da Cavalaria Real de Piemonte, que abandonou em 1928 pelas graves consequências de uma queda desastrosa de um cavalo, em seguida, foi voluntário na Guerra Civil Espanhola, o tenente da 4ª Bandera / 2ª Tercio da Legião espanhola, morreu em combate em Gandesa, na comunidade autónoma da Catalunha, em 23 de setembro do 1938 ao comando de 11 ^ CIA e foi condecorado em memória com a Medalha de ouro de Valor Militar italiano,  e com a Cruz de San Ferdinando Laureada  de Espanha, um dos vinte e dois concedido na história a um estrangeiro.
h-       Príncipe Junio Valerio Borghese, capitão de fragata (1906 - 1974) até 8 de setembro 1943, com a Marinha, mais tarde, durante a república social italiana, comandante da Décima Frota MAS, Medalha de Ouro, bem como muitas outras condecorações italianos e estrangeiros. Na noite de 7 para 8 de dezembro de 1970, foi responsável pelo Golpe Borghese, Líder da Frente Nacional, um movimento político italiano da extrema direita.